Perdi-me dentro de mimPorque eu era labirinto,E hoje, quando me sinto,É com saudades de mim.Passei pela minha vidaUm astro doido a sonhar.Na ânsia de ultrapassar,Nem dei pela minha vida... (...)Desceu-me n'alma o crepúsculo;Eu fui alguém que passou.Serei, mas já não me sou;Não vivo, durmo o crepúsculo.
«Dispersão»
Mário de Sá-Carneiro

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